21 de julho de 2010

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Lei quer proibir os pais de educar os filhos!

lei

Atualmente tem-se falado muito a respeito de educar filhos. Isso por que está em fase de aprovação no Brasil um projeto de lei 2.654/03 da deputada federal Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, que visa estabelecer uma série de “regrinhas” sobre como educar o seu filho.

Sim, a digníssima crê que através desse projeto de lei, os pais serão ensinados, por ela e outros caros políticos, a como educar seus filhos.

O projeto também prevê alteração no Artigo 1.634 do novo Código Civil (Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002), que passa a ter seguinte redação: “Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores, exigir, sem o uso de força física, moderada ou imoderada, que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição”.

lei filhos A questão é: como os pais exigirão essa obediência, se estão deprovidos de ‘ferramentas’ que lhe dêem suporte para tal? Acho tragicômico ver nossos “queridos políticos” tão preocupados e ocupados em legislar a educação de nossas crianças. Eles os ‘protejem’ como se todos os pais fossem violentos e abusivos em sua forma de educar, quando bastaria observar com um pouco mais de atenção e eles logo veriam que o oposto é verdade.

Sim, a OMISSÃO e não o excesso de ‘palmadas’ é que é preocupante. Não surpreenderia se algum deputado resolvesse criar uma lei obrigando os pais a darem certas ‘palmadas’ nos filhos, pois isto sim é o que está faltando. É estranho ver como os mesmos “especialistas” que apóiam a validação desta lei queixam-se de uma sociedade mais violenta a cada dia. Ora, se outrora as crianças eram muitas vezes espancadas e ainda assim a sociedade era mais respeitadora, por que deveríamos crer que uma nova geração de ‘mimados sociais’ será mais pacífica?

Olhe os números e você verá que tenho razão no que falo. A geração nascida há 60 anos ou mais é composta por inúmeras pessoas que por vezes foram espancadas ou até mesmo agredidas ao extremo. Discordo inteiramente desse tipo de ‘correção’. Entretanto o número desses que se tornaram meliantes é mínimo, ainda mais se comparado a dados atuais. Por outro lado, temos na nossa geração um número excessivo de crianças que foram educadas apenas à base de conversa ou sem nenhum tipo de contato físico. Qual o resultado? A resposta é mais que óbvia, os atuais filhos não demonstram sequer respeito pelos seus pais, que dirá das demais autoridades.

O número excessivo de crimes cometidos por menores aumenta vertiginosamente a cada dia. Isso por que para eles não há limites, uma vez que em casa esses limites não foram estabelecidos. E agora, o que querem fazer? Aprovar uma lei que dá mais liberdade e menos punição a esses jovens!

Vale a ressalva que JÁ EXISTEM leis que protejem as crianças vítimas de espancamentos. Porém nenhum desses excelentíssimos deputados pensou em propor uma lei que protegesse nós adultos das babáries cometidas pelos menores infratores. Eles muitas vezes roubam, matam e a punição resume-se a 2 ou 3 anos numa “reabilitação”. Penso que deve haver pouco trabalho neste momento na capital federal. So assim para sobrar tempo para essas grandes idéias...

E você, também acha que os nossos políticos e outros saberão educar melhor seu filho do que você?

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21 comentários:

♥ Vίνίαŋє ♥ disse...

Essa lei é um pouco confusa na minha opinião pois a maior educação vem de casa. Sou totalmente contra à pais que EXPANCAM seus filhos, e os deixam todos roxos e marcados. Mas uma palmadinha acho que pode ser necessária. Melhor bater no filho hoje do que a polícia bater nele amanhã. Claro que isso em um último caso, geralmente quando se tem conversa com os filhos não precisa chegar a esse ponto, só conversar e explicar as coisas. Ou um castigo, seria melhor. Uma correção.

SOSVIP disse...

Viviane: Também sou contra certos tipos de punição. Principalmente os métodos exacerbados. Mas creio que a disciplina pode e deve ser aplicada quando necessário. A conversa pode ser uma excelente alternativa, mas quando essa e outras tentativas não funcionarem não há mal em uma correção sem violência.

LILIANE disse...

Um tema realmente polêmico.
Existem os que dizem que nunca deram uma palmada nos filhos.
E outros, que agora por conta deste projeto de lei, sentem-se envergonhados porque quando foi preciso e necessário, deu uma chinelada na traseira do birrento.
Qual será a próxima lei?
Definir quem pode ser pai ou mãe?
Estou com medo do rumo que as coisas estão tomando neste país.

Carla Regina disse...

Com isso vemos como os poderosos estão usando todas as artimanhas possíveis para deixar a população manipulável.
A educação nas escolas públicas já não é de qualidade, a TV aberta com conteúdo sensacionalista que deixa muita gente alienada, agora querem controlar a educação que os pais passam para os filhos.
SOU COMPLETAMENTE CONTRA QUE PAIS ESPANQUEM SEUS FILHOS, PORÉM GARANTO QUE A MAIORIA JÁ LEVOU UMAS PALMADAS E NEM POR ISSO MORREU OU VIROU BANDIDO!
Espero que nas eleições deste ano possamos eleger candidatos que façam a diferença no país, estamos precisando!
Parabéns pelo blog!
Beijos

SOSVIP disse...

Liliane: Acho que a tendência é piorar mesmo...

Carla Regina: Obrigado! Concordo com você. A educação à moda antiga tinha seus defeitos, mas formava indivíduos melhores.

Anônimo disse...

Hoje em dia existem muitas pessoas civilizadas que abominam a imposição fisica dos pais, tratam seus filhos como se fossem adultos e acabam por não impor limites aos atos dos mesmos. Quantos casos de menores de classe média alta envolvidos com a criminalidade vemos hoje em dia??? Minha avó criou 9 filhos sem dinheiro, passando necessidades, morando numa casa de lona e chão batido, e por incrivel que pareça todos bem sucedidos na vida. Teve que ser dura muitas vezes, muitos deles reclamam de ter apanhado muito e que algumas vezes ela exagerou, mas todos acham que tiveram uma excelente educação e claro com seus filhos evitam excessos mas o que impera é a lei da chinela. E até hoje dos 20 netos nenhum teve envolvimento com drogas ou policia.

Nelson disse...

Opa, peraí. Falar que antes ocorriam menos assaltos é uma faca de dois gumes. A população era infinitamente menor e mais distribuída demograficamente, além do fato de quase não haver desemprego e outras desigualdades sociais. É regra: toda geração acha que a próxima está perdida.

Eu tenho 24 anos e me orgulho de ser extremamente bem educado e respeitoso, sem ficha criminal ou coisa que o valha. E nunca tomei um tapa sequer dos meus pais, avós, etc.

Do resto, concordo totalmente. Políticos ensinar como educar a população é no mínimo irônico, além de ser quase inconstitucional, sendo que a agressão física leve é parte importante da nossa cultura.

Elói disse...

Eles deveriam dar boas condições de SAÚDE, EDUCAÇÃO, EMPREGO, SEGURANÇA PÚBLICA, INFRA-ESTRUTURA, etc.
Para as famílias, poderem educar suas crianças.

Desculpem, chover no molhado.

Valeu!

SOSVIP disse...

Anônimo: Você é mais um dos inúmeros exemplos de criação (à moda antiga) bem sucedida. Já os atuais filhos que são criados sem as devidas "palmadas"...

SOSVIP disse...

Nelson: Fico feliz Nelson que sua educação tenha sido bem sucedida. Concordo plenamente que é preciso levar em consideração vários aspectos, como os já citados. Entretanto, proporcionalmente ainda há sérios problemas na atual forma de educar. Muito mais do que anteriormente.

Elói: Infelizmente as pessoas não gostam de chover no molhado, se o fizessem, como você fez agora, poderíamos ter uma população mais conscienciosa.

Anônimo disse...

sinceramente tenho pena de quem tem que bater no filho pra educar ele, eu nunca bati nos meus gemeos, só conversei e até hoje eles nunca me deram o trabalho, voce só precisa mostrar pro seu filho o que é certo ou errado a partir dos SEUS atos e caso ele faça alguma coisa errada, falar com ele, e foi assim que a minha mae me criou e é assim que venho criando os meus filhos, deu certo pra mim, sera mesmo que voces nao vao conseguir fazer do mesmo jeito?

Hayanne disse...

Violência gera/perpetua violência: não se faz necessário que uma pessoa torne-se delinquente, já que o desequilíbrio manifesta-se gradualmente, no entanto, ela existe e persiste no coração/alma da pessoa que sofreu a prática, de uma forma mais ou menos proporcional em relação à ofensa. Infelizmente, o que se vê é que muitos encontram-se aptos a procriar, mas poucos a ser pais. Meus pais jamais ergueram um dedo em face da minha pessoa, em vez disso, decidiram apostar em diálogos constantes, francos e abertos, mostrando exemplos de vida e me dando muito carinho: sinto-me extremamente privilegiada, por isso, retribuo e os reconheço como "autoridade", sem um risco à minha dignidade.

SOSVIP disse...

Anônimo: Bom ver exemplos assim. Repasse o seu método a amigos.

Hayanne: Concordo Hayanne que violência gera violência. Entretanto educar disciplinando, quando necessário e na medida necessária, não se constitui violência.

Leonardo disse...

Ser contra essa lei é assinar por extenso o atestado de ignorância e falta de auto controle.

Ninguem bate para ensinar, se não que batem unicamente para descontar sua raiva, e isso não ensina absolutamente nada para as crianças. A unica associação que as crianças produzem com essa violencia, nessa idade, é "não vou fazer isso novamente, pois irei apanhar denovo", e não o que gostariamos que eles pensassem "eu apanhei porque fiz algo errado, e esse algo é errado porque..." Esses três pontinhos simbolizam exatamente a ignorância dos pais, que defendem o direito de bater em seus filhos, mas que revogam o direito de educá-los com o CÉREBRO.
Em países desenvolvidos é crime bater em crianças, porém uma criança de 10 anos pode ser condenada a prisão perpétua por ter cometido algum crime grave.
Eu trabalho em uma escola, e diariamente sou compelido a utilizar o cerebro em situações onde pais ignorantes certamente utilizariam as mãos. E eu consigo. Por que eles, que são os pais, deveriam agredir seus filhos para ensinar algo?
Durante milhares de anos vimos que a violencia não serve para nada, não ajuda em nada e não ensina absolutamente nada a ninguém. Com nossos próprios filhos não é diferente.

Anônimo disse...

Não creio que essa Kei vá ser de fato estabelecida, creio que a autora de tal Lei não colocou em prova uma generalização, com certeza foi algo à parte.
Educar não é bater, ainda não sou mãe, porém sou educadora e vejo como nossas crianças são sem limites, porém bater oudar palmadas está fora de cogitação, acredito fielmente que diálogo e punições como levar a criança a refletir sobre seus atos é um bom caminho. TYalvez se disséssemos menos NÃO e pudessemos explicar o porque de certas coisas para os pequeninos evitaria assim o tal famoso tapinha.

Anônimo disse...

Vendo o comentário de muitos, vê-se uma sociedade dividida, nesse caso na forma de criação de suas gerações futuras.

Sobre o tema, me atenho a dizer que cada cabeça uma sentença. Para aqueles que reclamam ou indagam se é difícil criar uma pessoa se o uso de uma "vara de correção", veja que as suas circunstâncias são muitas vezes diferentes das demais pessoas, alem que seria negar com os olhos que nenhuma criança nasce e se desenvolve da mesma forma, sendo assim, infelizmente alguns tornam-se mais audaciosos em desafiar as autoridade dos pais, muitas vezes pela falta de limite dos mesmo na concepção de beneficio sem antes exigir obrigações do mesmo.
Posso dizer de maneira mais profunda que a edução e personalidade de nosso filhos não se atem apenas aos que os pais passam, mas tambem das influências externas, como amizades indevidas e meus de comunicação que dando a cada dia que passa uma sensação, que mesmo de criança, nosso filhos devem fazer o que quiserem que no final vão ter sempre o apoio dos pais.

VIDE exemplo do jovem que assassinou por atropelamento o filho de uma atriz global recentemente.

O que não pode acontecer hoje é os pais estarem mais restritos as suas formas de educação por causa de atos de extremos de outros ou mesmo os chamados "direitos" iguais de tratamento pelo falso bem dos jovens, quando na realidade se fosse realmente pensar como é o principio dessa atual leis, se estaria dando hoje uma condição de isonomia a todas as familias, seja por renda, moradia, educação e outros fatores.

ONDE quero chegar com tanto escrito?

1 - Bater não é agredir, se for para impor limites a quem precisa aprender cedo.

2 - Bater não será a solução ideal, mas a solução ideal só virá quando esse sistema em que vivemos atualmente mudar para algo que realmente possamos chamar de vida.


Atenciosamente, o Seu Vizinho mais próximo

Anônimo disse...

eu tenho uma dica perfeita: com 1,000,000 de assinaturas a gente pode tirar essa lei de circulação rapidinho e a educação fica do jeito q a gente quiser com nossos filhos; se eles num vão educar, a gente educa e eles q se foda

Anônimo disse...

O governo e o legislativo agora querem tomar lugar dos pais na educação dos filhos. Como, se eles não educam nem os que vão pra escola.

Na minha casa, quem manda sou eu!

Anônimo disse...

Ah,já sei,quando o filhinho tiver batendo,bebendo e fumando,manda-se pra os politicos educarem...
afinal quando o filho da problema,ele num foi bem educado...mandaremos os politicos ensinarem eles a roubarem e superfaturarem obras....

Fabio disse...

Vivemos sob um estado de paternalismo exacerbado que por via de leis tenta nos proteger de nós mesmos, mas quem nos protege deste estado? O estado tenta nos educar nos batendo constantemente e vem querendo legislar sobre como agirmos dentro de nossas casas? Respeito quem nunca levou ou é contra uma palmada assim como peço respeito a educação que meus pais me deram, levei palmadas e não vejo que isso tenha me feito mal em hipótese alguma.

Tatu Jr disse...

o governo achando que ganha voto se metendo na forma de educar as crianças... é, depois do tiririca eleito não duvido de mais nada.

está certo que há crianças sendo espancadas e que hoje é um absurdo, mas como foi falado no post, gerações anteriores de 50 ou 60 anos levavam altas surras e hoje são pessoas de bem.

quanto aos pais que criam os filhos na base do diálogo, é possível SIM, mas os pais têm que ter cabeça pra isso. é um assunto extenso, e promete muita discussão

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